Stephen William Hawking (Oxford, 8 de janeiro de 1942) é um físico teórico e cosmólogo britânico e um dos mais consagrados cientistas da atualidade.[3] Doutor em cosmologia, foi professor lucasiano de matemática naUniversidade de Cambridge,[4] onde é professor lucasiano emérito, um posto que foi ocupado por Isaac Newton, Paul Dirac e Charles Babbage. Atualmente, é diretor de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica (DAMTP) e fundador do Centro de Cosmologia Teórica (CTC) da Universidade de Cambridge.[5]


Biografia[editar | editar código-fonte]
Stephen William Hawking (IPA: ['stivən 'hɔkɪŋ]) nasceu exatamente no aniversário de 300 anos da morte deGalileu. Seus pais eram Frank Hawking, um biólogo pesquisador que trabalhava como parasitólogo no Instituto Nacional de Pesquisa Médica de Londres, e Isabel Hawking. Teve duas irmãs mais novas, Philippa e Mary, e um irmão adotivo, Edward. Hawking sempre foi interessado por ciência. Em sua infância, quando ainda morava em St Albans, estudou na St Albans High School for Girls (garotos de até 10 anos eram educados em escolas para garotas) entre 1950 e 1953 - ele foi um bom aluno, mas não era considerado excepcional.[carece de fontes]
Entrou, em 1959, na University College, Oxford, onde pretendia estudar matemática, conflitando com seu pai que gostaria que Stephen estudasse medicina. Como não pôde, por não ser disponível em tal universidade, optou então por física, formando-se três anos depois (1962). Seus principais interesses eram termodinâmica,relatividade e mecânica quântica. Obteve o doutorado na Trinity Hall em Cambridge em 1966, de onde é atualmente um membro honorário. Depois de obter doutorado, passou a ser pesquisador e, mais tarde, professor no Gonville and Caius College. Depois de abandonar o Instituto de Astronomia em 1973, Stephen entrou para o Departamento de Matemática Aplicada e Física Teórica tendo, entre 1979 e 2009, ano em que atingiu a idade limite para o cargo, ocupado o posto de professor lucasiano de Matemática, cátedra que fora de Newton, sendo atualmente professor lucasiano emérito da Universidade de Cambridge.[carece de fontes]
Casou pela primeira vez em julho de 1965 com Jane Hawking, separando-se em 1991. Casou depois com sua enfermeira Elaine Mason em 16 de setembro de 1995, da qual se divorciou em 2006. Hawking continua combinando a vida em família (seus três filhos e três netos) e sua investigação em física teórica junto com um extenso programa de viagens e conferências.[carece de fontes]
Hawking é portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA),[6] uma rara doença degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem, no entanto, atingir as funções cerebrais, sendo uma doença que ainda não possui cura. A doença foi detectada quando tinha 21 anos. Em 1985 Hawking teve que submeter-se a uma traqueostomia após ter contraído pneumonia visitando o CERN na Suíça e, desde então, utiliza um sintetizador de voz para se comunicar. Gradualmente, foi perdendo o movimento dos seus braços e pernas, assim como do resto da musculatura voluntária, incluindo a força para manter a cabeça erguida, de modo que sua mobilidade é praticamente nula. Em 2005 Hawking usava os músculos da bochecha para controlar o sintetizador, e em 2009 já não podia mais controlar a cadeira de rodas elétrica. Desde então outros grupos de cientistas estudam formas de evitar que Hawking sofra de síndrome do encarceramento, cogitando traduzir os pensamentos ou expressões de Hawking em fala.[7][8][9] A versão mais recente, desenvolvida pela Intel e cedida a Hawking em 2013, rastreia o movimento dos olhos do cientista para gerar palavras.[10]
Em 9 de janeiro de 1986, foi nomeado pelo papa João Paulo II membro da Pontifícia Academia das Ciências.[carece de fontes]
Em 2015, em Londres, Drake, Martin Rees e o empresário russo Yuri Milner, juntamente com Stephen Hawking, anunciaram[11] suas intenções de fornecer US$ 100 milhões em financiamento ao longo da próxima década para os melhores pesquisadores do SETI, através do projeto "Breakthrough Listen" que permitirá que novos levantamentos de dados rádio e ópticos possam ocorrer usando os mais avançados telescópios.[12]
Participações em filmes, séries e programas de TV[editar | editar código-fonte]
Em 1993 participou num episódio da série Star Trek: The Next Generation numa cena em que é um holograma, conjuntamente com Newton e Einstein, jogando cartas com o personagem Data.[carece de fontes]
Em 1994 participou na gravação do disco do Pink Floyd, The Division Bell, fazendo a voz digital em "Keep Talking". Vinte anos depois, o álbum feito a partir das sobras de estúdio de The Division Bell, The Endless River, usa um sample de Hawking gravado para um comercial na faixa "Talkin' Hawkin'".[13]
Fez algumas participações em The Simpsons, Futurama, Dexter's Laboratory (O laboratório de Dexter), The Fairly OddParents (Os Padrinhos Mágicos), Family Guy (uma família da pesada) e no cartoon Dilbert. Recentemente fez uma participação numa propaganda do Discovery Channel chamada Eu amo o Mundo, onde ele disse "Boom De Ya Da".[carece de fontes]
Em 2012, participou num episódio de The Big Bang Theory (em Portugal: A teoria do Big Bang), onde conversa com Sheldon Cooper. Neste episódio, Sheldon Cooper cometeu um erro básico de aritmética e desmaiou na frente do Stephen. No mesmo ano, Hawking leu um discurso durante a cerimônia de abertura dos Jogos Paraolímpicos de Verão de 2012 em Londres.[14]
Críticas[editar | editar código-fonte]
Apesar de ser um físico conhecido e renomado, muitos físicos criticam Hawking, argumentando que ele tem agido mais como um astro pop do que um físico. Em 2004, ao ter anunciado que havia solucionado o paradoxo da informação, Hawking chamou a atenção de físicos do mundo inteiro, porém nunca apresentou nenhum cálculo que comprovasse isso. Dez anos depois, chegou a dizer que os buracos negros não existem, apesar de ser consenso entre os físicos que eles existem, porém novamente ele disse sem nenhuma comprovação matemática. Novamente em 2014 ele alerta a humanidade que a manipulação de Bóson de Higgs, poderia levar à destruição do universo, a comunidade científica não deu apoio a essa tese. Inclusive, chegou a apostar com um físico da Universidade de Michigan, que o Bóson de Higgs não existia.
Peter Higgs, que fez a descoberta do Bóson de Higgs, disse que era difícil discutir com Hawking por causa de seu status de celebridade. Mario Novello disse que atualmente a ciência se tornou midiática e Hawking atuava como uma celebridade.[15]
Cinebiografias[editar | editar código-fonte]
Os documentários foram A Brief History of Time (1991), em que Errol Morris usou o livro homônimo como base para relatar a vida do cientista; e Hawking (2013), narrado pelo próprio Hawking.[carece de fontes]
Em 2004, o filme televisivo Hawking foi lançado pela BBC Two. Dirigido por Philip Martin, o filme estrela Benedict Cumberbatch como Hawking, focando em seu período na Universidade de Cambridge.[carece de fontes]
Outra biografia mais abrangente foi lançada nos cinemas em 2014, The Theory of Everything (No Brasil e em Portugal A Teoria de Tudo), baseado no livro de memórias de Jane Hawking, Travelling to Infinity: My Life with Stephen. Dirigido por James Marsh e estrelando Eddie Redmayne como Hawking e Felicity Jones como Wilde, o filme começa com Hawking conhecendo a futura esposa em Cambridge e vai mostrando as dificuldades da vida do casal enquanto Hawking alcançava a fama com suas teorias e tinha seu corpo definhado por uma doença motora degenerativa.[16] Após assistir uma versão finalizada do filme, Hawking aprovou a biografia e permitiu aos cineastas usarem sua voz sintetizada e protegida por direitos autorais na versão final.[17] A interpretação de Hawking por Redmayne garantiu-lhe o Oscar de melhor ator.[18]
Ateísmo[editar | editar código-fonte]
Hawking se descreve como ateu.[19][20][21][22][23] Em algumas ocasiões, usou a palavra "Deus" em seus livros e discursos, mas, segundo ele próprio, no sentido metafórico e relativo. Sua ex-esposa Jane já afirmou que, durante o processo de divórcio, ele se descreveu como ateu. Hawking declarou que não é religioso no sentido comum, e que acredita que "o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido criadas por um Criador, mas um Criador não intervém para quebrar essas leis". Hawking comparou a ciência e a religião durante uma entrevista, dizendo "há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na autoridade; e a ciência, que se baseia na observação e na razão. A ciência vai ganhar porque ela funciona".
Em alguns trechos de seus livros, Hawking também parece seguir uma linha de pensamento similar à de Einstein e Espinoza no que tange à admiração e o deslumbre pela ordem e complexidade presentes no universo, ainda que nunca tenha referido a si próprio como panteísta.[24][25][26] No livro "Uma breve história do tempo" ele cita que "tanto quanto o Universo teve um princípio, nós poderíamos supor que tenha um Criador". Ainda nesse livro, ele diz que "no entanto, se nós descobrirmos uma teoria completa...então nós conheceríamos a mente de Deus".
Porém, em seu mais recente e polêmico livro "The Grand Design", Stephen Hawking muda suas antigas declarações sobre a ideia de um criador[27] e afirma que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física". No livro, afirma que "Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", dizendo que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade. Hawking também cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.
Obra[editar | editar código-fonte]
Os principais campos de pesquisa de Hawking são cosmologia teórica e gravidade quântica. Em 1971, em colaboração com Roger Penrose, provou o primeiro de muitos teoremas de singularidade; tais teoremas fornecem um conjunto de condições suficientes para a existência de uma singularidade no espaço-tempo. Este trabalho demonstra que, longe de serem curiosidades matemáticas que aparecem apenas em casos especiais, singularidades são uma característica genérica da relatividade geral.[carece de fontes]
Hawking também sugeriu que, após o Big Bang, primordiais ou miniburacos negros foram formados. Com Bardeen e Carter, ele propôs as quatro leis da mecânica de buraco negro, fazendo uma analogia com termodinâmica. Em 1974 calculou que buracos negros deveriam, termicamente, criar ou emitir partículas subatômicas, conhecidas como radiação Hawking, além disso, também demonstrou a possível existência de miniburacos negros. Hawking também participou dos primeiros desenvolvimentos da teoria dainflação cósmica no início da década 80 com outros físicos como Alan Guth, Andrei Linde e Paul Steinhardt, teoria que tinha como proposta a solução dos principais problemas do modelo padrão do Big Bang.[carece de fontes]
Hawking escreveu diversos livros que ajudaram a divulgar complexas teorias cosmológicas em linguagem fácil para leigos. O primeiro foi Uma Breve História do Tempo, escrito entre 1982 e 1984 e vendendo mais de 10 milhões de cópias. Obras seguintes incluem O Universo numa Casca de Noz (2001), Uma Nova História do Tempo (2005, versão atualizada de sua estreia co-escrita com Leonard Mlodinow) e God Created the Integers (2006). Em parceria com sua filha Lucy, Hawking também escreveu livros infantis sobre o universo com George e o Segredo do Universo (2007) e suas duas continuações.[carece de fontes]
Livros[editar | editar código-fonte]
- Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros (edição portuguesa de A brief history of time). Lisboa: Gradiva, 1988. ISBN 972-662-010-4
- Uma Breve História do Tempo: do Big Bang aos Buracos Negros (edição brasileira de A brief history of time). Rio de Janeiro: Rocco, 1988. ISBN 85-325-0252-0
- Buracos Negros, Universos-Bebês e outros Ensaios. Porto: ASA, 1994. ISBN 972-41-1508-9
- O Fim da Física. Lisboa: Gradiva, 1994. ISBN 972-662-345-8
- A Natureza do Espaço e do Tempo (em co-autoria com Roger Penrose). Lisboa: Gradiva, 1996. ISBN 972-662-466-0
- Breve História do Tempo Ilustrada. Curitiba: Editora Albert Einstein, 1997. Lisboa: Gradiva, 1998. ISBN 972-662-511-4
- O Universo numa Casca de Noz. São Paulo: Mandarim, 2001. Lisboa: Gradiva, 2002. ISBN 972-662-826-1
- O Futuro do Espaço-Tempo (em co-autoria com Alan Lightman, Kip Thorne, Igor Novikov e Timothy Ferris). São Paulo: Companhia das Letras, 2005. ISBN 9788535906080
- Os Gênios da Ciência: Sobre os Ombros de Gigantes. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. ISBN 85-352-1525-5
- Uma Nova História do Tempo (em co-autoria com Leonard Mlodinow: edição brasileira de A briefer history of time). Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. ISBN 85-00-01857-7
- Brevíssima História do Tempo (em co-autoria com Leonard Mlodinow: edição portuguesa de A briefer history of time). Lisboa: Gradiva, 2007. ISBN 978-989-616-164-4
- George e o Segredo do Universo (em co-autoria com Lucy Hawking). Rio de Janeiro: Ediouro, 2007 (As ideias e conceitos de Física e Astrofísica de Hawking sobre o Universo, contadas em um enredo de aventura voltado para as crianças). ISBN 978-85-00-02222-7
- O Grande Projeto (em co-autoria com Leonard Mlodinow). Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. ISBN 978-85-20-92657-4
- Minha Breve História. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2013. ISBN 978-85-8057-425-8
Prêmios, títulos e medalhas[editar | editar código-fonte]
- 1975 – Medalha Eddington
- 1976 – Medalha Hughes
- 1979 – Medalha Albert Einstein
- 1982 – Ordem do Império Britânico (Comandante)
- 1985 – Medalha de Ouro da Royal Astronomical Society
- 1986 – Membro da Pontifícia Academia das Ciências
- 1988 – Prêmio em Física da Fundação Wolf
- 1989 – Prêmio "Príncipe das Astúrias" da Concórdia (contribuição à paz, entendimento, etc.)
- 1989 – Título de "Companheiro de Honra", da Rainha Elizabeth II
- 1999 – Prêmio "Julius Edgar Lilienfeld" da Sociedade Americana de Física
- 2003 – Prêmio "Michelson Morley" da Case Western Reserve University
- 2006 – Medalha Copley da Royal Society
- 2009 – Medalha Presidencial da Liberdade
- 2012 - Fundamental Physics Prize
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_Hawking
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